natal
O natal fica um nada aquém
da doce fantasia de um velho oriundo da Lapónia
que nos trazia as prendas coloridas
num trenó puxado por veados através da chaminé.
No calor da imaginação o natal
estava esculpido no peito embebido de luzes
com que se adornava o pinheiro
imitando o príncipe que o trouxe das lendas mais germânicas.
Nestes derradeiros dias do ano
anseio novamente pela fantasia de toda esta crença
que habita o remoinho de todos os natais
em nome de um menino bafejado em Belém e se fez deus!
Como um humilde crente
e como poeta numa jornada em vão
vou beber um pouco dessa noite fria
na família nos amigos na essência do natal
ou na celebração da meia noite no esplendor de uma catedral!
josé manuel teixeira
















